Foguete dá ré?
E ai, o que você acha que os cientistas tem para dizer sobre isso? Vamos descobrir juntos!
UNIVERSO
7/16/20264 min read


Teco e Poca estavam assistindo a uma aula sobre motores. A Professora Mel explicava como diferentes máquinas usam motores para produzir movimento. Eles viram carros, aviões e até um trem de alta velocidade. No final da aula, apareceu um vídeo de um foguete voltando do espaço. Em vez de cair ou abrir um paraquedas, ele desceu devagar e pousou em pé sobre uma plataforma.
Os dois saíram da sala comentando sem parar. No jardim, em frente a escola, QI os esperava deitada debaixo de uma árvore. Ela espreguiçou, olhou para os dois e abanou o rabo:
- Hum... essa cara eu conheço. Lá vem mais uma pergunta boa... — pensou a cachorrinha.
Teco tentou explicar como o foguete fazia aquilo, mas logo percebeu que também não sabia.
Nesse momento, encontraram a Professora Mel e perguntaram:
— Professora, como um foguete pousa?
Ela sorriu e respondeu:
— Que pergunta boa! Então, vamos nos sentar aqui no jardim e descobrir isso juntos?
Quando vemos um foguete decolar, parece que ele nunca mais vai voltar. Afinal, ele sobe com tanta força que desaparece no céu em poucos minutos. Mas alguns foguetes modernos conseguem fazer algo ainda mais impressionante: voltar para a Terra e pousar de pé.
Parece uma cena de filme, mas isso acontece de verdade.
Teco olhou para a Professora Mel e continuou:
— Mas o foguete não deveria simplesmente cair por causa da gravidade?
— Sim Teco, a gravidade realmente puxa o foguete para baixo — respondeu ela — A diferença é que ele usa seus motores novamente durante a descida.
Assim como na decolagem, os motores queimam combustível e lançam gases muito quentes para baixo. Isso cria uma força que empurra o foguete para cima. Só que, em vez de acelerar para subir, essa força é usada para diminuir a velocidade da queda.
Teco lembrou de uma frase que já tinha ouvido várias vezes e disse:
— Mas... o pessoal sempre diz que "foguete não dá ré!"
A Professora Mel riu e respondeu:
— Essa frase é muito usada quando alguém quer dizer que não dá para voltar atrás em uma decisão. Mas, se estivermos falando de um foguete de verdade, ela não está totalmente certa.
Poca arregalou os olhos:
— Como assim?
— O foguete não tem marcha à ré como um carro. Ele continua apontado para cima. O que acontece é que seus motores são ligados novamente durante a descida. Eles lançam gases para baixo e criam uma força para cima, diminuindo a velocidade da queda. Ou seja, ele não está "dando ré". Ele está usando seus motores para frear e controlar o pouso.
Teco sorriu:
— Então a frase funciona como uma figura de linguagem, mas a Ciência conta uma história um pouco diferente!
— Isso! — concordou a Prof. — É parecido com andar de bicicleta descendo uma ladeira. Se você apertar os freios aos poucos, consegue controlar a velocidade até parar. Os motores fazem um trabalho parecido: eles "freiam" o foguete usando a própria força que produzem. Mas frear é apenas uma parte da missão. O foguete também precisa permanecer equilibrado durante toda a descida. Para conseguir isso, ele usa vários sensores que medem sua posição, velocidade, inclinação e até a força do vento. Essas informações chegam aos computadores do foguete centenas de vezes por segundo.
Poca ficou surpresa.
— Tudo isso acontece bem rápido, né Professora!?
— Muito rápido Poca! — respondeu a Professora Mel. — Os computadores analisam os dados e enviam comandos aos motores quase instantaneamente.
Alguns motores conseguem até mudar um pouquinho de direção enquanto estão ligados. Esse movimento ajuda o foguete a corrigir qualquer inclinação antes que ela aumente. Essa capacidade de manter o equilíbrio recebe o nome de estabilidade.
A professora pegou uma vassoura e a apoiou sobre a palma da mão.
— Olhem só.
Ela fez pequenos movimentos com a mão para impedir que a vassoura caísse.
— O foguete faz algo parecido. Se ele começa a inclinar um pouquinho para um lado, seus motores fazem pequenas correções o tempo todo para mantê-lo em pé.
Nos últimos metros da descida, os motores diminuem ainda mais a velocidade até que o foguete toque a plataforma com suavidade. Tudo acontece no momento exato. Se os motores desligarem antes da hora, o impacto será forte. Se continuarem ligados por tempo demais, o foguete pode até voltar a subir um pouco.
Hoje, alguns foguetes conseguem pousar dessa maneira para serem usados novamente. Depois de uma inspeção cuidadosa, eles podem participar de novas missões. Isso reduz os custos das viagens espaciais e evita que seja necessário construir um foguete completamente novo a cada lançamento.
Teco concluiu:
— Então o foguete não aprende só a voar.
E a Poca, completou:
— Ele também aprende a frear, se equilibrar e pousar!
A Professora Mel concordou e piscou:
— E tudo isso acontece porque cientistas e engenheiros estudaram durante muitos anos como usar as leis da natureza a nosso favor.
Se você pudesse inventar um jeito completamente novo de fazer uma nave pousar em outro planeta, como seria esse pouso e por que você acha que ele funcionaria?
Alguns foguetes pousam sobre plataformas flutuantes no meio do oceano. Essas plataformas funcionam como enormes "portos" para foguetes. Elas ficam posicionadas exatamente no local onde o veículo deve retornar, mesmo estando a centenas de quilômetros da costa.
Estabilidade
Estabilidade é a capacidade de um objeto permanecer equilibrado ou voltar ao equilíbrio quando algo tenta tirá-lo da posição.
Ela é importante na construção de foguetes, aviões, bicicletas, pontes, prédios e muitos outros equipamentos.
Exemplo: Quando você segura uma pilha de livros sem deixá-los cair, está tentando manter a estabilidade deles.





