Onomatopeia?
Eita! Que palavra estranha, o que será que isso significa?
LINGUAGEM
Prof. Sarah Fonseca
7/7/20263 min read


No fim da tarde, Teco, Poca e QI estavam lendo uma história em quadrinhos.
De repente, Poca começou a rir.
— Olha só! Aqui está escrito "BUM!", "TOC TOC!" e "SNIF! SNIF!". Parece que as palavras estão fazendo barulho! Que doideira!
Teco ficou curioso e quando encontrou sua mãe, mostrou a página para ela e disse:
— Mãe, a Poca estava morrendo de rir vendo isso aqui. Eu não entendi nada. Qual foi a graça?
Ela riu e respondeu:
— Essas palavras têm um nome bem diferente. Elas se chamam onomatopeias.
— Ono... o quê? — perguntou Teco, tentando repetir a palavra.
— É um assunto muito interessante. Tenho certeza de que sua professora vai explicar direitinho, pergunte para ela!
No dia seguinte, enquanto os dois iam para a escola, Teco contou para Poca a palavra doida que a mãe dele disse e assim que chegaram, correram para a Prof. Mel.
— Professora, o que é ono... onomat... ?
Ela sorriu e o ajudou a terminar a palavra:
— Onomatopeia!?
— Isso! — Teco exclamou — Eu mostrei um gibi para minha mãe e ela disse isso ai.
— Que pergunta boa Teco! Vamos descobrir juntos?
Onomatopeia é uma palavra que imita ou representa um som. Ela aparece quando tentamos transformar em escrita aquilo que ouvimos no mundo ao nosso redor.
Quando alguém bate na porta, podemos escrever “toc toc”. Quando um telefone toca, podemos escrever “trim trim”. Quando algo cai no chão, talvez apareça um “pá!”, “bum!” ou “ploc!”. Essas palavras não são sons de verdade, mas ajudam o leitor a imaginar o barulho.
A onomatopeia é muito comum em histórias em quadrinhos, livros infantis, poemas, músicas e até em conversas do dia a dia. Ela deixa o texto mais vivo, porque faz parecer que o som está acontecendo ali, bem perto de quem está lendo.
Imagine uma história assim: “O cachorro correu pelo quintal.” Agora veja esta: “O cachorro correu pelo quintal: au au! As folhas fizeram frrr, e a bola caiu no chão: poc!”
A segunda versão parece ter mais movimento, não é? Isso acontece porque as onomatopeias ajudam a criar imagens e sons na nossa imaginação.
Mas existe um detalhe curioso: nem todo mundo escreve os sons do mesmo jeito. O canto do galo, por exemplo, pode aparecer como “cocoricó” em português. Em outras línguas, esse mesmo som pode ser escrito de outro jeito. Isso acontece porque cada idioma tenta representar os sons usando as letras e os costumes de sua própria língua.
Poca pensou por um instante:
— Então quando eu escrevo “atchim!”, estou mostrando o som de um espirro?
— Exatamente — respondeu a Prof. Mel. — E quando você escreve “haha”, está representando uma risada.
Teco sorriu:
— Então as palavras também podem fazer barulho?
— De certa forma, sim — disse a Professora — Elas não fazem som de verdade, mas ajudam nossa cabeça a escutar enquanto lemos.
QI abanou o rabo e soltou um latido animado.
— Au au, Para você também QI — falou Poca.
E todo mundo riu, porque agora aquela pequena palavra tinha virado uma descoberta.
Algumas onomatopeias mudam de país para país. O cachorro, que em português costuma fazer “au au”, em inglês muitas vezes aparece como “woof woof”. O som real é parecido, mas cada língua encontra um jeito diferente de escrevê-lo.


Onomatopeia é uma palavra que representa um som.
Ela pode aparecer em histórias, quadrinhos, poemas e músicas.
Exemplo: “toc toc” representa alguém batendo na porta.




Que tal você fosse criar uma história em quadrinhos, quais onomatopeias usaria para mostrar uma porta abrindo, uma chuva caindo e uma pessoa rindo?